sábado, 5 de fevereiro de 2011

ANALFABETISMO FUNCIONAL



Analfabeto funcional é a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças, textos curtos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o individuo maior de quinze anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos, embora essa definição não seja muito precisa, já que existem analfabetos funcionais com nível superior de escolaridade.

Níveis de alfabetização funcional

Existem três níveis distintos de alfabetização funcional, a saber:

Nível 1, também conhecido como alfabetização rudimentar, concebe aqueles que apenas conseguem ler e compreender títulos de textos e frases curtas; e apesar de saber contar, têm dificuldades com a compreensão de números grandes e em fazer as operações aritméticas básicas.

Nível 2, também conhecido como alfabetização básica, concebe aqueles que conseguem ler textos curtos, mas só conseguem extrair informações esparsas no texto e não conseguem tirar uma conclusão a respeito do mesmo; e também conseguem entender números grandes, conseguem realizar as operações aritméticas básicas, entretanto sentem dificuldades quando é exigida uma maior quantidade de cálculos, ou em operações matemáticas mais complexas.

Nível 3, também conhecido como alfabetização plena, concebe aqueles que detêm pleno domínio da leitura, escrita, dos números e das operações matemáticas (das mais básicas às mais complexas).

O problema do analfabetismo funcional no Brasil

Segundo dados de 2005 do IBOPE [1] [2], no Brasil o analfabetismo funcional atinge cerca de 68% da população (30% no nível 1 e 38% no nível 2). Somados esses 68% de analfabetos funcionais com os 7% da população que é totalmente analfabeta, resulta que 75% da população não possui o domínio pleno da leitura, da escrita e das operações matemáticas, ou seja, apenas 1 de cada 4 brasileiros (25% da população) são plenamente alfabetizadas, isto é, estão no nível 3 de alfabetização funcional.

Esses índices tão altos de analfabetismo funcional no Brasil devem-se à baixa qualidade dos sistemas de ensino (tanto público, quanto privado), ao baixo salário dos professores, à desvalorização e desmotivação dos professores, à progressão continuada (ou aprovação automática), à falta de infraestrutura das instituições de ensino (principalmente as públicas) e à falta de hábito e interesse de leitura do brasileiro. Em alguns países desenvolvidos e/ou com um sistema educacional mais eficiente, esse índice é inferior a 10%, como na Suécia, por exemplo.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Os melhores livros brasileiros do século 21 até agora segundo a revista Bravo.


1 - O Filho Eterno, de Cristóvão Tezza (Record, 2007).
O escritor catarinense estreou na literatura com Trapo em 1988. Depois de inúmeros livros, atingiu a maturidade nesse romance de 2007, baseado em sua própria experiência. A obra conta a história de um pai cujo filho nasce com síndrome de Down. Extremamente corajoso, o autor esmiuça o aprendizado de amar uma criança diferente, sem ocultar o ressentimento e o ódio, que inundam o protagonista ao longo da penosa jornada.

2 - Em Alguma Parte Alguma..., de Ferreira Gullar (Record, 2010).Aos 80 anos, e após uma década sem publicar poesia, o autor maranhense reinventa-se em um momento da vida no qual muitos se acomodam ou se repetem. Teimoso e conservador como crítico de artes plásticas, Gullar segue caminho oposto na seara poética: vibra cada corda de seus versos com a lucidez da velhice e o frescor de um jovem. Escrevendo tanto sobre as coisas prosaicas, como uma bananeira, quanto sobre a iminência da morte, desnuda a imensa fragilidade da condição humana, mas não sucumbe à autopiedade.

3 - Budapeste, de Chico Buarque (Companhia das Letras, 2003).
Terceiro livro da fase madura do compositor e escritor carioca, Budapeste é um labirinto linguístico, um jogo de espelhos que, no entanto, jamais se mostra hermético. O romance também flerta com o nonsense ao contar as desventuras de um ghost-writer que vai para a Hungria. O narrador-protagonista, escorregadio, em nenhum momento permite aos leitor concluir se está ou não dizendo a verdade. Às peripécias do personagem, associa-se um olhar mordaz sobre a dinâmica social que cria celebridades instantâneas e vazias.

4 - Cinzas do Norte, de Milton Hatoum (Companhia das Letras, 2005).
Em seu terceiro romance, o autor de Manaus, descendente de uma família árabe, narra a trajetória de dois meninos nascidos na Amazônia durante a década de 1950. Costurando memória e ficção, acaba por traçar o retrato moral de sua geração. Uma das qualidades do livro é espelhar o conflito de um dos protagonistas com o pai tirânico no autoritarismo do regime militar brasileiro a partir de 1964.

5 - Nove Noites, de Bernardo Carvalho (Companhia das Letras, 2002).
O sexto livro do escritor conta a história real do antropólogo norte-americano Buell Quain, que se matou em 1939, poucos dias depois de deixar uma aldeia indígena no Xingu (MT), onde Carvalho passou parte de sua infância. Cheio de pontos falsos, mais que de apoios, a obra assinala um momento de desvio no percurso do autor, sempre imaginativo e distante de sua própria biografia.

6 - O Pão do Corvo, de Nuno Ramos (Editora 34, 2001).
Nas 17 narrativas curtas do livro, o artista plástico paulistano demonstra habilidade incomum para fundir a linguagem literária à ensaística.

7 - Meio Intelectual, Meio de Esquerda, de Antonio Prata (Editora 34, 2010).
Transcrevendo a oralidade urbana de hoje, o jovem autor paulistano atualiza um dos gêneros mais fortes que a literatura brasileira produziu: a crônica.

8 - Esquimó, de Fabrício Corsaletti (Companhia das Letras, 2010).
Aos 31 anos, paulista de Santo Anastácio, Corsaletti dedica-se a uma poesia coloquial e lírica que lembra Manuel Bandeira e alguns momentos de Carlos Drummond de Andrade.

9 - Pornopopéia, de Reinaldo Moraes (Objetiva, 2009).
Depois de anos sem se aventurar pelo romance, Moraes retorna ao gênero como um escritor experimental que mistura a mais pura galhofa à saga marginal de um ex-cineasta.

10 - Crônicas Inéditas, de Manuel Bandeira (Cosac Naify, 2008).
Um dos maiores poetas brasileiros, Bandeira finalmente tem todas as suas crônicas reunidas em livro. Nelas, mostra-se um estilista tão arguto e fino como em sua melhor poesia.